sábado, 21 de junho de 2014

Beijo na Boca dos Filhos


Uma das maiores formas de expressão de carinho é através do beijo. Quando cumprimentamos um amigo, o beijinho é no rosto. Quando pedimos a bênção dos pais, o beijinho é na mão. Um casal normalmente dá um beijo na boca, seja selinho ou um beijo mais apaixonado. E nos filhos pequenos, damos aquele cheiro no pescoço junto com um beijinho. Mas há pais que preferem dar um beijinho na boca do filho. Essa prática deve ser evitada. Principalmente se for em um bebê ou criança.
A boca é um dos locais mais contaminados de todo o nosso organismo. São vários tipos de bactérias, vírus e fungos presentes nos lábios, língua, bochechas, céu da boca, garganta e dentes. Todos esses microrganismos podem causar doenças, o que só dependerá do sistema imunológico e da higiene bucal de cada um.
Os bebês ainda estão em processo de formação de suas células de defesa. Cada vez que entram em contato com algum tipo de microrganismo, o sistema imune é ativado e novas células são formadas para responder à agressão. E as crianças estão amadurecendo seu sistema de defesa, criando a memória imunológica. Essas fases são importantes para o estabelecimento de um organismo forte e resistente.
Em uma situação de queda de resistência, como por exemplo numa gripe ou resfriado, o sistema imune das crianças está mais fraco. Se tiverem contato com determinados microrganismos que normalmente não causam doença, podem vir a desenvolver alguma patologia nesse período. O "sapinho" é um desses problemas.
Trata-se de um fungo oportunista. Quando a resistência da criança está normal, o contato com esse fungo não traz nenhuma doença. Mas numa baixa do sistema imunológico, o fungo supera a defesa da criança e acaba por desenvolver aquelas placas esbranquiçadas que quando destacam podem sangrar e causar bastante desconforto.
Outra situação é referente às bactérias que causam cárie e doença gengival. As crianças que estão começando sua dentição e aquelas que estão em fase de troca de dentes de leite por permanentes devem evitar contato com a boca de adultos. Isso porque essas crianças ainda não têm uma grande quantidade de microrganismo bucal como um adulto. O contato com novas bactérias pode levar ao aparecimento de lesões não comuns para aquelas idades, e que são de difícil resolução. Uma bactéria que só causa uma leve inflamação gengival num adulto, pode causar um sério problema gengival em uma criança. Ou uma bactéria que causaria uma cárie de lenta progressão num dente permanente, pode formar uma cárie avançada em um dente de leite.
Todas essas situações podem comprometer a saúde bucal e, às vezes, até causar um comprometimento de todo o corpinho da criança, com febre, mal estar e dores generalizadas. Isso tudo devido ao contato precoce com microrganismos, já que as crianças e bebês ainda não têm toda a sua defesa bem estruturada. Nessas situações, a procura por um bom profissional de odontologia deve ser imediata. Então, vamos deixar que o beijo na boca seja "coisa de adulto", evitando beijar na boquinha limpinha de nossas crianças.